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BNDES e Finep aprovam R$ 71,5 bilhões em inovação e lançam fundo de IA para startups brasileiras

BNDES e Finep alcançaram R$ 71,5 bilhões em crédito para inovação entre 2023 e 2025, com alta de 321% frente ao período anterior, e lançaram novo fundo de R$ 200 milhões para inteligência artificial.

May 20, 2026 - 08:22
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BNDES e Finep aprovam R$ 71,5 bilhões em inovação e lançam fundo de IA para startups brasileiras
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O maior ciclo de financiamento à inovação da história recente do Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 71,5 bilhões em crédito para projetos de inovação entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, no âmbito do programa Nova Indústria Brasil. O valor representa um crescimento de 321% em relação aos R$ 17 bilhões aprovados no período entre 2019 e 2022, configurando o maior ciclo de financiamento à inovação da história recente do país.

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Dos R$ 71,5 bilhões aprovados, R$ 35,9 bilhões foram contratados pela Finep e R$ 35,6 bilhões pelo BNDES. O ritmo de aprovações se acelerou ao longo do período: entre janeiro e setembro de 2025, as duas instituições aprovaram R$ 14 bilhões, valor que igualou todo o crédito aprovado em 2023.

A Nova Indústria Brasil, lançada pelo governo federal em 2024, cuenta com R$ 300 bilhões em recursos geridos pelo BNDES, Finep e Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). A iniciativa está dividida em seis setores estratégicos: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional.

Novo fundo de inteligência artificial mobiliza mais de R$ 200 milhões

Em paralelo ao programa principal, BNDES e Finep lançaram uma chamada pública para selecionar o gestor de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) voltado à inteligência artificial. As propostas poderão ser enviadas até 28 de maio de 2026 e serão avaliadas com base na qualificação do gestor, na consistência da tese de investimentos e nos custos previstos para a operação do fundo.

No desenho financeiro anunciado, a Finep poderá aportar até R$ 80 milhões por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com a exigência de que 30% desses recursos sejam destinados a empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O BNDES prevê um compromisso de até R$ 125 milhões, elevando o potencial total de capital para mais de R$ 200 milhões.

O fundo será direcionado a startups que tenham a inteligência artificial como elemento central de seus modelos de negócio e geração de valor, excluindo iniciativas em que a tecnologia seja apenas complementar. A criação do FIP está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e à Nova Indústria Brasil (NIB).

Segundo dados do mercado, em 2025, 39% dos investimentos em startups no Brasil foram direcionados a empresas que utilizam inteligência artificial em seus produtos e serviços, consolidando a IA como o setor mais atraente para o capital de risco no país.

Financiamento a deep techs: o abismo entre o Brasil e seus vizinhos

Embora o volume total de recursos públicos e privados para inovação tenha crescido expressivamente, um levantamento da consultoria Emerge em parceria com a plataforma Cubo Itaú revela um quadro preocupante para as startups brasileiras de base científica, conhecidas como deep techs. O relatório "Latam Deep Tech Radar 2025" mostra que o Brasil concentra 72,3% das 1.316 startups deep tech mapeadas na América Latina, mas aparece apenas em terceiro lugar em volume de investimentos privados em 2024.

O conjunto das 952 empresas brasileiras dessa categoria alavancou US$ 216 milhões em 2024, valor equivalente a 44% dos recursos obtidos pelas 145 deep techs da Argentina e apenas 35% pelas 72 do Chile. A disparidade se explica, segundo os analistas, pela característica peculiar das startups brasileiras: a maioria surge para resolver problemas do mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar empresas, mas cujas soluções não são facilmente escaláveis para outros mercados, o que reduz o interesse de fundos internacionais.

Já no Chile e na Argentina, um restrito número de startups conseguiu investimentos extraordinários que distorceram as médias nacionais. Uma única empresa chilena, a NotCo (tecnologia de alimentos veganos), levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% do total das deep techs do país. Na Argentina, a Satellogic (tecnologia espacial) obteve US$ 287 milhões.

Entre as brasileiras, a brain4care lidera com US$ 23,6 milhões, seguida pela growPack (US$ 3,8 milhões) e pela Symbiomics (US$ 2,7 milhões). Os dados revelam que 47% das deep techs brasileiras declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento, e entre as que conseguiram recursos, o número de empresas alcançadas por financiamento público foi cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado.

A Lei do Bem e os incentivos fiscais como mecanismo complementar

Além do financiamento direto via BNDES e Finep, as empresas brasileiras podem acessar a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), que oferece incentivos fiscais para atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O mecanismo permite a dedução de 160% a 180% dos gastos com P&D da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, representando uma redução efetiva de 20,4% a 34% no Imposto de Renda para empresas no regime de Lucro Real.

A grande vantagem da Lei do Bem é sua caráter automático: não exige aprovação prévia, bastando que a empresa realize atividades de inovação e as declare corretamente na sua escrituração fiscal. Para startups e pequenas empresas que ainda não são lucrativas, o benefício funciona como um crédito tributário que pode ser utilizado quando a empresa atingir resultado positivo.

O programa PIPE-FAPESP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, oferece ainda bolsas de até R$ 1,8 milhão ao longo de 24 meses para startups de base tecnológica, com recursos não reembolsáveis. Já o Fundo de Investimento em Biotecnologia, gerido por BNDES e Finep, disponibiliza R$ 250 milhões para startups deep tech no setor de biotecnologia.

Contrapontos, riscos e limites

O volume record de recursos aprovados pelo BNDES e pela Finep não resolve, por si só, os problemas estruturais do ecossistema brasileiro de inovação. A concentração regional dos investimentos permanece como um desafio central: empresas das regiões Sul e Sudeste absorvem a grande maioria dos recursos, enquanto startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste enfrentam barreiras adicionales de acesso, seja pela falta de conexões com fundos, seja pela menor presença de investidores-anjo e aceleradoras maduras.

Além disso, a alta injectância de capital público em áreas consideradas estratégicas levanta questões sobre a sustentabilidade do modelo. Quando o Estado assume o papel de principal agente financiador da inovação, há um risco de criação de dependência do setor em relação a recursos orçamentários, especialmente em um contexto de mudanças fiscais e políticas. A transição para um modelo em que o capital privado substitua gradualmente o Estado ainda não está consolidada no Brasil, diferentemente do que ocorre em países como Estados Unidos e Israel.

Outro ponto de atenção é a qualidade do gasto: a destinação de recursos volumosos para setores específicos pode gerar distorções, beneficiando empresas com lobbies fortes em detrimento de startups menores e mais inovadoras. A ausência de critérios transparentes e a lentidão na análise de propostas também são fatores que limitam a eficiência do sistema de financiamento à inovação no país.

Fontes consultadas

BNDES e Finep aprovam R$ 71,5 bilhões em inovação — Painel S.A. / Folha de S.Paulo (março 2026)

Finep e BNDES lançam edital para fundo de IA com foco em inovação — Agora RN (2026)

Deep techs do Brasil conseguem menos financiamento do que as do Chile e da Argentina — Revista Pesquisa FAPESP (janeiro 2026)

Brazil Startup Funding Guide 2026 — Pertama Partners

BNDES Mais Inovação — Portal BNDES


Este artigo foi elaborado com apoio de inteligência artificial generativa como ferramenta de assistência à redação e de forma automatizada. As análises e opiniões expressas não constituem aconselhamento jurídico.

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